
Nunca mais o sol brilhou como aquele dia, nem mesmo a chuva quis cair como naquela noite, o bar do Zeca nunca mais teve aquele samba com feijão, e você nunca mais sorriu como naquele dia. Ontem por ironia do destino eu achei aquela sua foto a qual você estava de perfil perto daquela montanha em Petrópolis ou será que era Itaipava? Você era tão bonita e eu era tão romântico, porque será que os lírios deixaram de ser lilás para serem amarelos? Mas que bobagem você nunca gostou de flores.
Todos os dias eu vou em busca da felicidade a qual ficou perdida nos teus olhos, no amor que ficou nas marcas de paixão que deixei no teu lençol, sempre vivo a buscar aquela felicidade que me fazia o ar faltar e as pernas balançar, mas porque será que nunca mais conseguimos cantar a nossa musica, será que um acorde se perdeu no meio dos nossos versos, ou será que meu violão perdeu o encanto que encantava teu coração e sendo assim alegrava seu sorriso o qual iluminava meus dias e me fazia levar a vida com harmonia.
Vivo na eternar certeza que somente de incertezas me lembrarei de você.
Dias chuvosos são bons pra refletir, agua caindo me faz lembrar você naqueles dias os quais a única coisa que realmente importava era arrancar um sorriso seu.
E crer no amor que eu sentia por você era algo mágico como nascer e morrer de amor por alguém que você nunca tinha visto, mas sempre soube que existia, e sabia porque quando olhava para o céu enxergava nas estrelas a imagem do teu rosto refletido e tinha na lua o seu sorriso que iluminava as minhas noites, era um amor utópico, realçado na certeza de que um dia eu havia te beijado e ainda haveria de beijar de novo, isso sim era a certeza suficiente que eu precisava para te amar eternamente ,por todo o sempre, mas você nunca gostou de flores e eu nunca pude ter um jardim.
Tardes intermináveis eu passei com você sobre o calor da tua perna que enroscava com a minha e nos transformava numa coisa só, numa fusão de dois corpos que queimavam com o calor da paixão e respiravam com o transpirar de tanto gozo, e assim se escreviam histórias de paixão em forma de marcas em lençóis.
“... Amor que nunca cicatriza ao menos ameniza a dor, que a vida não amenizou ...”(Ribeiro, Roberto).
Tantas palavras ao vento não condizem com o momento, do amor que se foi lembranças ficaram, da paixão vivida marcas ficariam, dos momentos vividos um gosto de quero mais, da lição aprendida a certeza de que no peito ainda queima a chama da paixão dos que já amaram, e ao dizer isso, digo a verdade por si e que assim se faça um ponto final em forma de semente, mas por favor, não me venha plantar flores.
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