
Não existem mais janeiros amor, não temos mais um luar debaixo do redentor, naquele mar que tanto nos banhou eu sei que ainda devem restar fragmentos do que fomos. Nas minhas lembranças não sei se restam ainda imagens do teu semblante, mas sempre quando eu escuto um samba que retrata o desamor me lembro de você, deve ser um alvitre perdido e sem rumo.
Mais do que necessária foi a nossa singela despedida,ela se fez presente no momento mais certo, e nos fez perceber que os nossos passos não se encontravam mais e nossos corações já não batiam no mesmo ritmo, nosso júbilo não era verdadeiro, e o nosso beijo tinha gosto de café sem açúcar, sem direito a chocolate no final.
Mas que acaso o mesmo bem te vi que beijou o seu jardim, agora cantar a sua poesia nos meus campos, ele me diz que sua pessoa questiona com os lírios o porque parti para onde estou agora, na mesma estrofe emendo um verso que lhe responde suavemente as mazelas que fizeram a nossa paixão naufragar.
Mas não vai ser essa paixão equivocada que vai fazer a saudade esconder o meu verdadeiro amor, vou procurar em todo o lugar onde o amor exista ou quem sabe talvez até eu procure em um lugar onde a dor persista, eu irei até o redentor.
“...Ter coragem para lutar na vida, coragem para virar um cão, mas porque será que a coragem mais difícil é a que precisamos para enfrentar o nosso coração...”
Sonhei com uma mulher, uma deusa de cabelos negros escorridos que dominava o meu ser, ela refletia a imagem de um femea que transbordava de selvageria no olhar, e extasiava na delicadeza dos gestos, era uma utopia sonhar com ela, mas eu a amava e quando os seus olhos olharam o nos meus, quando meus versos ela pode escutar, quando a minha boca por fim na sua eu consegui encostar, eu a beijei fazendo do verbo o amor e sendo assim pude perceber que já eras minha e por todo o sempre haveria de ser.
Vou descer e ver a agua do rio correr, e nessas aguas santas me banhar, vou perseguindo o teu canto e quando o medo aparecer no breu da escuridão não vou olhar pra traz, vou seguindo em busca da imagem daquela mulher que habita o meu sonho, e cantando cantigas venerando a sua beleza, vou subir rumo ao sol e se por fim eu conseguir escutar o teu canto ficarei em silêncio enchendo meu pulmão de coragem e meu peito de amor, para assim poder te abordar como um beija -flor e seus lábios tão doce beijar, e quando puder voltar a me sentir como um menino, acordar.
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ResponderExcluirUm grande abraço!
Grande Hudson!
ResponderExcluirDemorei pra vir, mas cheguei... Lindo o texto, assim como de costume!
Continue escrevendo... faz bem pra vc, faz bem pros seus leitores!
Beijos!