domingo, 5 de abril de 2009

Marina

Porque os sonhos não são eternos? Parece que foi ontem que tive aquele sonho no qual eu te encontrava em um bosque, você vinha de vestido azul, desbotado, cabelos soltos, sem maquiagem, mas com uma beleza selvagem a qual me dominava e me deixava sem forças, sem coragem para decifrar o mistério que pairava nos seus olhos e consequentemente ofuscavam os meus, e sendo assim diante de tanta superioridade, me rendia a sua majestade e te coroava por fim a rainha do meu coração.

Hoje quando a chuva cai , eu penso que são lagrimas, elas não transparecem nem alegria nem tristeza, mas prevalecem uma duvida, a mesma que amargura os meus dias numa eterna incerteza, será que eu desvendei o teu mistério?.

Sei que ainda és a mesma mulher, aquela do vestido desbotado, aquela que um dia amei e se digo que amei é porque vivi toda a fantasia que poderia viver com você, lutei contra tudo e todos, matei dragões, venci batalhas até chegar naquele bosque, naquele dia em que a intensidade do brilho do luar era maior, foi lá que se rendeu a mim e a felicidade foi pela primeira vez algo real, concreto, no exato momento em que te beijei.

Se as flores falassem ela seriam testemunhas de quanto te amei, elas sabem quantas vezes implorei para que elas enfeitassem o seu caminho, e que não se escondessem de você, pois não tem culpa de ser a mais bela delas, ah quantas vezes chorando pedi ao sol para iluminar os seus caminhos e dourar a sua pele para que se sentisse mais bela do que já é, até a chuva ouviu meus prantos quando humildemente solicitava que caísse somente quando estivesse do teu lado e assim conseguisse fazer com que os nossos momentos se eternizassem.

E depois de aurora um pássaro me assobia nos meus ouvidos, que tanto amor, tanta paixão não foram nem serão eternos, ao escutar tanta blasfêmia a raiva pairou em mim e quis lutar, brigar, em vão, tão antes mesmo eu pude saber que esse pássaro era eu, e este dizer era somente o nascer da minha dúvida,seria o fim do meu amor chegando? era possível...

Com tantas aventuras e tantas historias meu coração não resistiu a monotonia dos teus versos, a constante calmaria das tuas aguas, não tinha mais jeito eu já havia descoberto o teu mistério e apartir de agora os dias seriam para sempre iguais, mas se lutássemos contra isso, se me mostrasse uma nova face da mesma mulher que amei, mas não fez nada, e agora marina eu vejo em campos próximos a mim mistérios a serem desvendados, castelos a serem habitados e dragões para lutar.

Meu amor jamais pense que deixei de te amar, nunca esquecerei da felicidade que conquistei quando te beijei naquele bosque, mas não posso deixar meu coração congelar, preciso de aventuras e mistérios para me sentir vivo, preciso percorrer todos os caminhos e conhecer todos os jardins para quem sabe então eu voltar, e finalizar a minha busca na certeza de saber que viver ao teu lado é a maior aventura que posso ter.


Um comentário:

  1. Hudson, acho que este tem mais coisa a ser contada nesta poesia.. realmente bem natural e verdadeira. Vida e poesia realmente não sao distantes.

    ResponderExcluir